A IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA NO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA EM ADULTOS: COMORBIDADES, DIFERENÇAS DE GÊNERO E IMPLICAÇÕES PARA A QUALIDADE DE VIDA

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por alterações na comunicação social, padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses específicos e diferenças no processamento sensorial. Embora historicamente associado à infância, um número crescente de adultos tem recebido diagnóstico tardio, frequentemente após décadas de sofrimento psicológico, dificuldades relacionais e prejuízos ocupacionais.

Nesse contexto, a avaliação neuropsicológica desempenha papel fundamental na identificação das características cognitivas, emocionais e comportamentais do indivíduo, contribuindo para diagnósticos mais precisos, compreensão das comorbidades e planejamento terapêutico individualizado.

O presente artigo discute a relevância da avaliação neuropsicológica em adultos autistas, abordando diferenças entre homens e mulheres, principais comorbidades, potenciais e dificuldades da população autista, além da importância dos suportes terapêuticos, especialmente da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC).

Introdução

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é atualmente compreendido como uma condição neurobiológica que acompanha o indivíduo ao longo de toda a vida.

Durante décadas, muitos adultos autistas permaneceram sem diagnóstico devido ao conhecimento limitado acerca das manifestações menos evidentes do espectro, especialmente em mulheres e indivíduos com elevado nível de funcionamento intelectual.

A ausência de diagnóstico adequado frequentemente resulta em interpretações equivocadas dos sintomas, com diagnósticos prévios de transtornos de ansiedade, depressão, transtorno bipolar, transtorno de personalidade borderline ou déficit de atenção sem que as características centrais do autismo sejam efetivamente identificadas.

Nesse cenário, a avaliação neuropsicológica surge como instrumento essencial para compreender o perfil cognitivo, emocional e comportamental do adulto, permitindo identificar forças, vulnerabilidades e necessidades específicas de intervenção.

O Papel da Avaliação Neuropsicológica no Autismo Adulto

A avaliação neuropsicológica consiste em um processo clínico que utiliza entrevistas, observação comportamental, escalas padronizadas e testes neuropsicológicos para investigar funções cognitivas e aspectos emocionais.

No contexto do TEA adulto, a avaliação permite examinar:

  • Atenção;
  • Memória;
  • Linguagem;
  • Funções executivas;
  • Flexibilidade cognitiva;
  • Processamento social;
  • Teoria da mente;
  • Reconhecimento emocional;
  • Regulação emocional;
  • Sensibilidade sensorial;
  • Níveis de ansiedade e depressão;
  • Presença de mascaramento social (camuflagem).

Além de auxiliar no diagnóstico diferencial, a avaliação neuropsicológica possibilita a elaboração de recomendações específicas para o cotidiano, ambiente de trabalho, relacionamentos e intervenções psicoterapêuticas.

Alexitimia e Dificuldades no Reconhecimento Emocional

A alexitimia é uma condição frequentemente encontrada em adultos autistas e caracteriza-se pela dificuldade em identificar, compreender e expressar emoções.

Um indivíduo pode experimentar intensa angústia sem conseguir identificar se está triste, frustrado, cansado ou ansioso. Isso compromete relacionamentos afetivos, consultas médicas e o próprio processo terapêutico.

Exemplo fictício

Carlos, 36 anos, procurou atendimento após sucessivos conflitos conjugais. Sua esposa relatava que ele parecia “frio” e indiferente. Durante a avaliação neuropsicológica observou-se importante alexitimia. Carlos sentia emoções intensas, mas não conseguia identificar nem comunicar seus estados emocionais, gerando mal-entendidos constantes no casamento.

Teoria da Mente e Interação Social

A Teoria da Mente refere-se à capacidade de compreender pensamentos, emoções, crenças e intenções de outras pessoas.

Muitos adultos autistas apresentam dificuldades nessa área, especialmente em situações sociais complexas que exigem inferências implícitas.

Isso pode resultar em:

  • Interpretação literal da comunicação;
  • Dificuldades para compreender ironias;
  • Problemas para identificar intenções ocultas;
  • Equívocos em ambientes profissionais e afetivos.

Exemplo fictício

Mara, 29 anos, interpretava comentários indiretos de seus colegas de trabalho como informações literais e respondia as situações sem filtros. Frequentemente não percebia sarcasmo ou comunicação passivo-agressiva, tornando-se alvo de críticas e exclusão social. A avaliação neuropsicológica evidenciou déficits na Teoria da Mente e Alexitimia.

Camuflagem Social e Scripts Sociais

A camuflagem social (masking) consiste no esforço consciente ou inconsciente para esconder características autistas e aparentar comportamento neurotípico.

Muitos adultos aprendem a utilizar scripts sociais, que são roteiros previamente ensaiados para interações cotidianas.

Exemplos incluem:

  • Respostas prontas para conversas informais;
  • Imitação de expressões faciais;
  • Observação e reprodução de comportamentos sociais.

Embora possam facilitar a inclusão social, esses recursos frequentemente produzem exaustão emocional significativa.

Exemplo fictício

Fernanda, 42 anos, possuía excelente desempenho profissional. Entretanto, ao final do expediente sentia extremo cansaço por monitorar constantemente sua postura corporal, contato visual, expressões faciais e tom de voz. A avaliação neuropsicológica evidenciou intenso mascaramento social associado à ansiedade crônica.

Transtornos Sensoriais no Autismo Adulto

Alterações sensoriais constituem um dos aspectos centrais do TEA.

Podem ocorrer:

Hipersensibilidades

  • Sons;
  • Luzes;
  • Cheiros;
  • Texturas;
  • Temperaturas.

Hipossensibilidades

  • Dor;
  • Temperatura;
  • Fome;
  • Sede.

Essas alterações frequentemente são ignoradas ou interpretadas erroneamente como exagero, preguiça ou fragilidade emocional.

Shutdowns, Meltdowns e Burnout Autista

Shutdown

Refere-se a um estado de desligamento físico e emocional diante de sobrecarga intensa.

Podem ocorrer:

  • Silêncio repentino;
  • Isolamento;
  • Dificuldade para falar;
  • Lentificação cognitiva.

Meltdown

Consiste em perda temporária do controle emocional e comportamental provocada por sobrecarga extrema.

Pode incluir:

  • Choro intenso;
  • Gritos;
  • Agitação;
  • Necessidade urgente de escapar do ambiente.

Burnout Autista

O burnout autista é resultado do esforço prolongado para lidar com demandas incompatíveis com as necessidades neurodivergentes e intensas sobrecargas sensoriais.

Os sintomas incluem:

  • Exaustão extrema;
  • Perda de habilidades previamente dominadas;
  • Aumento da sensibilidade sensorial;
  • Maior dificuldade social;
  • Queda do desempenho ocupacional.

Exemplo fictício

Ricardo, 38 anos, trabalhava em um escritório de conceito aberto entre as baias, gerando intenso ruído ambiental. Após anos de sobrecarga sensorial, ansiedade e mascaramento social desenvolveu burnout autista, necessitando afastamento profissional.

Principais Comorbidades no Autismo Adulto

A avaliação neuropsicológica também auxilia na identificação de condições frequentemente associadas ao TEA.

As comorbidades mais prevalentes incluem:

  • Transtorno de Ansiedade Social;
  • Transtorno de Ansiedade Generalizada;
  • Depressão;
  • TDAH;
  • Transtorno Obsessivo-Compulsivo;
  • Transtornos do Sono;
  • Transtorno de Estresse Pós-Traumático;
  • Transtornos Alimentares;
  • Transtornos do Humor.

Exemplo fictício

Juliana, 33 anos, foi inicialmente diagnosticada com depressão recorrente. Posteriormente, uma avaliação neuropsicológica detalhada evidenciou TEA, uso intenso de mascaramento e ansiedade social, esclarecendo suas dificuldades presentes desde a infância e a presença das comorbidades.

Diferenças entre Homens e Mulheres Autistas

As mulheres frequentemente apresentam manifestações menos evidentes do autismo.

Entre as características observadas estão:

Homens

  • Interesses restritos mais perceptíveis;
  • Menor habilidade de mascaramento;
  • Diagnóstico geralmente mais precoce;
  • Comportamentos repetitivos mais observáveis.

Mulheres

  • Melhor imitação social;
  • Maior capacidade de camuflagem;
  • Interesses especiais socialmente aceitos;
  • Diagnóstico frequentemente tardio.

Exemplo fictício

Enquanto João, diagnosticado aos 11 anos, apresentava interesses intensos e evidentes por sistemas ferroviários, dificuldades nas relações sociais e padrões restritos. Sua irmã Ana, somente recebeu diagnóstico aos 39 anos. Seus interesses restritos estavam voltados para literatura, suas dificuldades sociais eram explicadas como timidez, seus padrões restritos interpretados como traços de personalidade, e não como o uso de camuflagem e scripts sociais que são manifestações do espectro autista em mulheres.

Potenciais e Forças dos Adultos Autistas

A avaliação neuropsicológica não deve concentrar-se exclusivamente nas dificuldades.

Muitos adultos autistas apresentam características altamente valorizadas na sociedade, como:

  • Honestidade;
  • Pensamento lógico;
  • Atenção a detalhes;
  • Alta confiabilidade;
  • Persistência;
  • Profundo conhecimento em áreas específicas;
  • Criatividade;
  • Capacidade analítica.

Exemplo fictício

Eduardo, programador de 34 anos, demonstrava desempenho excepcional em análise de dados complexos devido à sua capacidade de identificar padrões que passavam despercebidos por outros profissionais. Além disso apresentava comportamento perfeccionista e autocrítica severa. Contudo, sempre foi cobrado por não comparecer as reuniões da empresa e não ter amigos no trabalho para lazer ou diversão. Posteriormente, uma avaliação neuropsicológica detalhada evidenciou TEA, com comorbidades presentes de TOC e ansiedade social.

Impactos nos Relacionamentos e na Vida Cotidiana

Casamento e namoro

As dificuldades na comunicação emocional podem gerar conflitos frequentes.

Parceiros neurotípicos muitas vezes interpretam:

  • Necessidade de solitude como rejeição;
  • Comunicação direta como rudeza;
  • Alexitimia como falta de afeto.

Amizades

Muitos adultos autistas relatam:

  • Poucos amigos próximos;
  • Dificuldade para iniciar contato e manter contato;
  • Cansaço após eventos sociais.

Trabalho

Podem ocorrer desafios relacionados a:

  • Ambientes sensorialmente sobrecarregados;
  • Reuniões excessivas;
  • Ambiguidade de instruções;
  • Demandas sociais implícitas.

Entretanto, adaptações simples frequentemente promovem excelente desempenho profissional.

Consequências da Ausência de Suporte Terapêutico

Quando o autismo não é reconhecido ou adequadamente acompanhado, diversos prejuízos podem ocorrer:

  • Depressão crônica;
  • Ansiedade persistente;
  • Burnout autista;
  • Baixa autoestima;
  • Isolamento social;
  • Desemprego recorrente;
  • Rupturas conjugais;
  • Maior risco de ideação suicida.

Muitos adultos passam décadas acreditando serem inadequados ou incapazes, quando na realidade suas dificuldades estão relacionadas a demandas incompatíveis com seu funcionamento neurobiológico.

A Importância da Psicoterapia e da Terapia Cognitivo-Comportamental

A psicoterapia é um dos principais recursos de suporte para adultos autistas.

Entre as abordagens existentes, destaca-se a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que possui evidências científicas para:

  • Redução da ansiedade;
  • Tratamento da depressão;
  • Desenvolvimento de habilidades socioemocionais;
  • Regulação emocional;
  • Manejo do estresse;
  • Prevenção de burnout;
  • Desenvolvimento de autocompreensão.

Quando adaptada ao perfil autista, a TCC pode incluir:

  • Psicoeducação sobre neurodiversidade;
  • Respeitar seu funcionamento como pessoa neurodiversa;
  • Estratégias visuais;
  • Treinamento de regulação emocional;
  • Identificação de sinais de sobrecarga sensorial;
  • Desenvolvimento de estratégias de enfrentamento.

O objetivo não consiste em eliminar características autistas, mas em promover qualidade de vida, autonomia e bem-estar psicológico.

A Psicóloga, Terapeuta Cognitiva Comportamental, Psicanalista Psicodinâmica Contemporânea e Neuropsicóloga Marina da Silveira Rodrigues Almeida (CRP 06/41029) atende em plataforma segura como o Consultório Virtual Seguro® Casa dos Insights, plataforma de Telessaúde segura e criptografada, reafirma a importância do vínculo humano, da escuta qualificada e da proteção ética integral dos dados sensíveis dos clientes.

Se você ou alguém que conhece precisa de suporte, a Psicóloga Marina da Silveira Rodrigues Almeida está disponível para atendimentos de avaliação neuropsicológica online para Autismo e TDAH em homens e mulheres e psicoterapia online. O primeiro passo para a saúde emocional é buscar ajuda especializada.

A psicanalista contemporânea e terapeuta cognitiva comportamental Psicóloga Marina Almeida realiza atendimentos online para todo o Brasil e exterior, com foco em escuta clínica de adultos neurodiversos e típicos.

Entre em contato por mensagem no WhatsApp 55(13) 991773793.

Direitos das Pessoas Autistas e a Importância do Cordão de Girassol

O reconhecimento do Transtorno do Espectro Autista (TEA) como uma condição que pode gerar necessidades específicas de suporte tem contribuído para a ampliação dos direitos das pessoas autistas em diversas áreas da vida social.

No Brasil, a Lei nº 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, reconhecendo a pessoa autista como pessoa com deficiência para todos os efeitos legais. Posteriormente, a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) fortaleceu garantias relacionadas à acessibilidade, educação, saúde, trabalho e participação social.

Entre os direitos frequentemente assegurados às pessoas autistas destacam-se o acesso ao diagnóstico e tratamento multiprofissional, atendimento prioritário em serviços públicos e privados, adaptações razoáveis em ambientes educacionais e profissionais, inclusão escolar, acesso a benefícios sociais previstos em lei quando preenchidos os requisitos legais e proteção contra discriminação e exclusão social.

Nesse contexto, o Cordão de Girassol tem se tornado um importante instrumento de conscientização social. Criado inicialmente no Reino Unido e posteriormente adotado em diversos países, inclusive no Brasil, o cordão é utilizado para identificar pessoas com deficiências ocultas ou não imediatamente visíveis, como o autismo, TDAH, doenças neurológicas, transtornos mentais graves e outras condições que podem demandar suporte específico.

Para muitos adultos autistas, o uso do Cordão de Girassol possibilita maior compreensão por parte de funcionários de aeroportos, hospitais, repartições públicas, meios de transporte, centros comerciais e demais serviços. Sua utilização não confere privilégios, mas funciona como um recurso de comunicação que sinaliza a existência de necessidades específicas que podem não ser perceptíveis para terceiros. Isso pode facilitar o acesso a ambientes mais silenciosos, tempos de espera reduzidos, explicações mais claras ou apoio adicional em momentos de sobrecarga sensorial e emocional.

Além dos benefícios práticos, a visibilidade promovida pelo uso do cordão contribui para a redução do estigma associado às deficiências invisíveis. Muitos adultos autistas relatam que, ao longo da vida, tiveram suas dificuldades invalidadas sob a justificativa de que “não pareciam autistas”. O reconhecimento das diferenças neurológicas e a difusão de instrumentos como o Cordão de Girassol favorecem uma sociedade mais inclusiva, que respeita diferentes formas de funcionamento cognitivo e comportamental.

É importante destacar que o uso do Cordão de Girassol é uma escolha individual. Algumas pessoas autistas sentem-se confortáveis em utilizá-lo e percebem benefícios concretos em situações de vulnerabilidade, enquanto outras preferem não expor sua condição. Em ambos os casos, o respeito à autonomia e à identidade da pessoa autista deve ser preservado.

Considerações Finais

A avaliação neuropsicológica representa ferramenta fundamental no diagnóstico e compreensão do Transtorno do Espectro Autista em adultos. Além de identificar características nucleares do TEA, ela permite reconhecer comorbidades, padrões de funcionamento cognitivo, dificuldades adaptativas e potencialidades do indivíduo.

O diagnóstico adequado contribui para maior autoconhecimento e possibilita a implementação de intervenções personalizadas. A identificação de aspectos como alexitimia, alterações sensoriais, camuflagem social, teoria da mente, shutdowns, meltdowns e burnout autista favorece a construção de estratégias mais eficazes para lidar com os desafios cotidianos.

Por fim, a combinação entre avaliação neuropsicológica, psicoterapia baseada em evidências e adaptações ambientais adequadas constitui um dos principais caminhos para a promoção da saúde mental, inclusão social e qualidade de vida das pessoas autistas na vida adulta.

Referências

AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5-TR. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2023.

ATTWOOD, Tony. The complete guide to Asperger’s syndrome. London: Jessica Kingsley Publishers, 2007.

BARON-COHEN, Simon. Mindblindness: an essay on autism and theory of mind. Cambridge: MIT Press, 1995.

BECK, Judith S. Terapia cognitivo-comportamental: teoria e prática. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2022.

BRASIL. Lei nº 12.764, de 27 de dezembro de 2012. Institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 28 dez. 2012.

BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Diário Oficial da União, Brasília, DF, 7 jul. 2015.

COOK, Jessica et al. Alexithymia in autism spectrum disorder: a systematic review and meta-analysis. Psychological Bulletin, Washington, v. 139, n. 1, p. 1-33, 2013.

HULL, Laura et al. Development and validation of the Camouflaging Autistic Traits Questionnaire (CAT-Q). Journal of Autism and Developmental Disorders, New York, v. 49, n. 3, p. 819-833, 2019.

LAI, Meng-Chuan et al. Sex/Gender differences and autism: setting the scene for future research. Journal of the American Academy of Child & Adolescent Psychiatry, New York, v. 54, n. 1, p. 11-24, 2015.

LEVER, Anne G.; GEURTS, Hilde M. Psychiatric co-occurring symptoms and disorders in young, middle-aged, and older adults with autism spectrum disorder. Journal of Autism and Developmental Disorders, New York, v. 46, n. 6, p. 1916-1930, 2016.

MILTON, Damian. On the ontological status of autism: the ‘double empathy problem’. Disability & Society, London, v. 27, n. 6, p. 883-887, 2012.

NICE. National Institute for Health and Care Excellence. Autism spectrum disorder in adults: diagnosis and management. London: NICE Guideline CG142, 2021.

PELLICANO, Elizabeth; DEN HOUTING, Jac. Annual research review: shifting from ‘normal science’ to neurodiversity in autism science. Journal of Child Psychology and Psychiatry, Oxford, v. 63, n. 4, p. 381-396, 2022.

SUNFLOWER. Hidden Disabilities Sunflower. Londres: Hidden Disabilities Sunflower Scheme Ltd., 2024. Disponível em: https://hdsunflower.com. Acesso em: 30 out. 2026.

WEISSMAN, Liane et al. Autism burnout: a systematic review of risk and protective factors. Autism in Adulthood, New Rochelle, v. 5, n. 2, p. 115-128, 2023.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. International classification of diseases: ICD-11. Geneva: World Health Organization, 2022.

Marina da Silveira Rodrigues Almeida – CRP 06/41029

Psicóloga Clínica, Escolar e Neuropsicóloga, Especialista em pessoas Autistas (TEA), TDAH, Neurotípicos e Neurodiversos.

Psicanalista Psicodinâmica e Terapeuta Cognitiva Comportamental

Entre em contato comigo somente por mensagem no WhatsApp (+55) 13 991773793 que minha secretária enviará as informações que precisar sobre Avaliação Neuropsicológica on-line, Psicoterapia on-line, Mentoria, Palestras e Consultoria.

Instagram:

@institutoinclusaobrasil

@psicologamarinaalmeida

@autismoemadultos_br

Compartilhe o post!

WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *